COMPLETA

Faz tempo que não passo por aqui. Dizem que pessoas com vida social ativa ficam sem navegar... que mentira. Minha vida social anda cada vez mais limitada e diriamos reservada. Mas mesmo não tendo escrito nada durante todo este tempo nem em guardanapo de bar, ando com algumas coisinhas fermentando na mente. Este ano meu filho iniciou na universidade. E isto me fez sentir meio que com uma missão cumprida no sentido de escolhas. Escolhas feitas por filhos sempre causam algum tipo de sentimento nos pais. Dependendo dos caminhos podem ser repousantes ou desastrosas. E independente do que causem sempre achamos que foi responsabilidade nossa! Porra não deveria ser assim, afinal não são nossas almas gêmeas nem vivem em função de nossos desejos, mas enfim, nos sentimos de alguma forma responsáveis. 

Partindo destes fatos, cheguei a conclusão de que até agora fui uma mãe quase. Não, não é quase uma mãe. Vou explicar. 

Fui quase uma escritora ao escrever poesias, contos e textos fúteis a eles, obrigando-os quase sempre a ler... Hoje eles amam a leitura. 

Fui quase uma bailarina, que desde sempre ao dançar nos teatros ou em casa, mesmo sem música mostrei a eles que não devemos ter vergonha de expressar com nosso corpo o prazer da melodia de um som, um ritmo qualquer. Hoje eles dançam mesmo sem conhecer técnica sem nenhum constrangimento.

Fui quase uma cantora, quando nos bares desafiava microfones e indiferente a platéia cantei com emoção prá mim e prá eles. Hoje eles não só interpretam, como compõem.

Fui quase uma terapeuta que com a delicadeza e conhecimento instintivo, supri a dor da violência e do sofrimento que eles vivenciaram e que muitas marcas deixaram em suas almas. Hoje eles são mais preparados e menos vulneráveis que a maioria dos adolescentes da mesma idade. 

Fui quase um pai, que com firmeza orientei e obtive postura para muitas vezes decidir por eles o que seria melhor em determinados momentos ou apenas para gritar pelo seu time num estádio de futebol. Hoje eles respeitam seu próximo, como cidadãos conscientes que são. 

Então penso que fui quase um monte de coisas nesta minha vida. E que com meus quases  consegui educar dois filhos com muita dignidade e sabedoria. Os erros tb foram muitos. E aí foram eles que me ensinaram com seus olhares tristes. 

O importante é que somos um time. E me sinto bem felizinha com isso. E que eles continuem a fazer suas escolhas e que eu continue a me deliciar com elas. Por que apesar dos quases, completa é como me sinto, pois um pouco de cada coisa eu fiz, conforme minha condição e talento. 

Só uma coisa não vou admitir ser quase: feliz.



Escrito por nuriah buendía às 21h19
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LENDO ME

Não sei se por nostalgia, solidão ou puro prazer mesmo, mas hoje reservei , involuntariamente, diga se de passagem, o finalzinho da noite para  recordar. De repente começei lembrar de momentos que vivi, de pessoas que conheci e de situações que puta que pariu, não abriria mão de ter vivenciado. E nem imaginava que teria esta sensação anos mais tarde. Por isso me vejo obrigada a cair no infeliz do clichê que todo mal eu mesminha que busquei. Mas cara, mesmo  sendo uma mulher bem teimosa, curiosa e doida, até que no saldo final (lógico que eu não vou morrer hoje), diríamos saldo parcial, eu tenho milhões de vezes mais coisas incríveis prá me lembrar.

E o que diria das lembranças? São pedras as vezes preciosas, as vezes que nos ferem como se fosse a primeira vez, mas ninguém nos tira, a não ser o Alzheimer, lógico. Eu não sou capaz de me lembrar onde deixei os meus brincos preferidos, mas lembro da roupa que usava numa ocasião há um puta tempo. E neste pacote entram aromas, sabores e sensações. Através de um cheiro, revivo toda uma cena e um momento de minha vida. Não é fantástico? Pra mim né? E penso. Todo dia armazeno lembranças. Quais delas será que vão povoar meus pensamentos daqui dez anos? Aí o cabra morre e prá onde vai tudo isso? Tudo bem, não inventei nada, não sou um genio da ciencia e meu nome não será lembrado na história da humanidade, mas acho que toda família deveria ter um tipo de arquivo. Uma biblioteca com a história de cada membro da família. Escrito por cada um. Não seria interessante poder ler o que seu tataravô fazia?

Eu estou meio que nas coxas escrevendo a minha ou parte dela aqui, neste humilde blogzinho. Espero que um dia alguém se interesse e dê uma espiadinha. Lógico que os detalhes sórdidos eu não posso contar aqui, mas um dia crio coragem, crio um lindo pseudônimo e escrevo um livro só das esbórnias hahahahah. Tchau!



Escrito por nuriah buendía às 22h53
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EMPREGO PROCURA-SE

Vc, caro leitor, em algum momento da sua intensa ou estática vida já teve vontade de ser outrem? Não alguém específico, famoso, rico ou lindo. Mas alguem que passe por vc na rua, que senta ao seu lado no metrô ou está na sua frente na fila do banco? Talvez somente eu com essa insanidade que já está se tornando aparente,  pense estas coisas e fico procurando nos outros a salvação de minha mente, que por vezes me parece bem doentia. Que insaciedade é esta? Como me sentiria gorda? Ou com a lingua presa? Será que ela tem alguma mania? 

Acho que o ócio não anda me fazendo bem. Ou talvez já tenha explorado tanto minhas entranhas, que não deve haver nada de novo a descobrir. Busco atentamente detalhes nos que me rodeiam, porque sou absurdamente curiosa em tudo que diz respeito a esta raça denominada humana. Acho que era melhor não ter voltado a postar hahahahaha.



Escrito por nuriah buendía às 18h36
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ME DÁ UMA CARONA?

Quero uma carona nas pernas rápidas do moleque que corre pela rua sem rumo;

No vento que bate no meu rosto,  alheio ao prazer que me proporciona;

Quero também uma carona no caminho que meu sangue alcoolizado faz por minhas artérias;

No sorriso do bebê ao acordar e reconhecer seu ambiente;

No sono de quem não ama, nem tem contas atrasadas a pagar;

Me dê uma carona, vc menina na sua  ilusão do verdadeiro amor;

Na chuva torrencial que inunda as ruas desta cidade horrorosa, carregando energias, poeira, lixo e de vez em qdo móveis e gente;

Quero uma carona no seu existir, com seus ossos e carne, índole, dores e amores.

Eu sei que pedir carona atualmente é bizarro, mas.... por que não?

 

 



Escrito por nuriah buendía às 17h35
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POR QUE OS RICOS NÃO TEM EDUCAÇÃO?

Depois que começei a trabalhar num bairro de alto poder aquisitivo, passei a perceber o horror que é ser rico. Não, isso não é uma desculpa por eu não sê-la. E fico tentando compreender este fato comprovado por mim em inúmeras situações. Faz um tempão que não faço uma listinha. Então vou exemplificar:

NA PADARIA:

Eles querem sempre ser servidos antes dos outros e na grande maioria tratam os funcionários como se fossem seus empregados, achando que a sua pressa é o problema mais importante do país.

NO BANCO:

Estacionam nas vagas de deficientes e idosos sem nenhum indício de cidadania, na caruda mesmo.

Querem ser atendidos pelo gerente caso o caixa esteja demorando, falam alto demonstrando poder e tratando funcionários como subalternos.

NA BLITZ:

Tentam subornar todo mundo, não querem ser revistados e se negam a terem seus carros apreendidos.

NA BALADA:

Querem comer as mais gostosas, independente da sua performance, potência ou calibre. Tomam as bebidas mais caras e não pagam nada a ninguém.

NO TRÂNSITO:

Não dão passagem, não respeitam pedestre e intimidam carros menores e mais velhos.

NO HOSPITAL:

Aí eu não sei, pq o hospital que  frequento, jamais verei um deles.

NO TRABALHO:

Muitos assediam moralmente seus funcionários e acreditam que tudo se compra.

De forma alguma estou fazendo apologia a miséria, mas não deveria ser o oposto?

 



Escrito por nuriah buendía às 17h54
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Causos Inacreditáveis IV

Quase um mês sem postar e retorno com uma história dessa! Ando trabalhando talvez um pouco mais do que meu corpo suporta e minha mente decretou guerra a ele. Como o percurso entre meu local de trabalho e minha casa é massante, procuro  amenizar o desgaste de passar todos os dias pelos mesmos lugares, ler as mesmas placas, saber onde estão todos os buracos e os muros onde os trombadinhas se escondem para assaltar quando pára tudo. De que forma? vou escutando música, procurando programar meu dia (pela manhã) e fechar o balanço dele (na volta).

Quarta feira passada, saí do escritório, entrei no carro, fui fazendo o ritual diário; bolsa embaixo do banco, celulares no banco do passageiro e por aí vai. Ué, cadê meu celular? Droga, deixei em cima da mesa. Volto ao escritório,  contrariada por sempre esquecer algo e não conseguir melhorar isto em mim. Volto pro carro. Bom agora vai. Cinto de segurança. Entro na avenida. Realizando todos os movimentos exatamente como todos os dias, trocando de pista nos mesmos momentos, por conhecer bem o local, quando de repente POW! Fui atingida! O que foi isso? Pensei , deve ter caído uma árvore em cima do meu carro. O veículo começou a rodar em cima do viaduto quando me deparo com um ônibus me arrastando e o motorista me olhando com cara de pânico. Eu escutava barulhos horríveis, tudo se quebrando, não sabia onde estava e nem o que estava acontecendo, talvez por ter rodado, quando finalmente eu bati no meio fio e capotei. Não soltei o volante nem por um momento e quando tudo acabou, me deparo com um homem me chacoalhando - VC ESTÁ VIVA! VC ESTÁ VIVA! Bem, eu acho que estou. O que aconteceu? - Eu não te vi e te joguei prá fora da pista. -É? Seu filho de uma puta!! Vc é louco?

Olhei meu rosto no espelho, nenhum arranhão. Nenhum ferimento pelo meu corpo, nenhuma dor ou incômodo. Desço do carro... que carro? Destruído. Vários curiosos me olhando com cara de OH QUE MILAGRE!! Em dois minutos, resgate, cet, pm, sptrans. Realmente estes serviços funcionam por aqui.

E conclusão: meu filho disse que sou um Power Ranger, meus amigos disseram que eu só tenho mais duas vidas e eu? volto a andar de busão.

Ah... antes que eu me esqueça, eu não vi luz nenhuma vindo me buscar, nem debaixo , nem de cima tá?



Escrito por nuriah buendía às 17h37
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CARTAS COM OLHAR II

Todos nós, sem a mais remota exceção, nascemos com uma essência. Alguns nascem com umas habilidades e outros ainda a desenvolvem durante o período a que se destina estar por aqui. Eu admiro e aplaudo pessoas que detém  habilidade motora, manual. Que desenham, costuram, manipulam com leveza. Que fazem das mãos instrumentos de genialidade. Também sou refém dos que dominam a habilidade da escrita. Da forma de se comunicar, singular, não como mera utilização de linguagem, mas que transformam  palavras em verdadeiros caminhos deliciosos de passar, inesquecíveis. Então habilidade e essência em algum momento meio que se misturam e confundem. Vc é hábil, ou dotado de um dom? Mas quando a vida e suas mesquinhas obrigações nos leva a exercer funções as quais vc não tem a menor habilidade e menos ainda um dom, tudo fica sofrível. Minhas habilidades tão voltadas para o coletivo, para o social, essência pura de senso comum, tudo preso dentro de mim. As vezes da janela do ônibus que me transporta eu observo o quanto eu poderia estar fazendo, desenvolvendo, criando e em contrapartida abastecendo com minhas habilidades um setor carente, de uma cidade carente. As doenças mentais estão invadindo os lares, os escritórios, as escolas, tudo em silêncio. As pessoas sentem vergonha, medo. Os hospitais cada vez mais cheios de depressivos, de profissionais com inúmeros transtornos, todas aquelas doençazinhas silenciosas que na maioria das vezes somente os familiares ou as paredes do seu quarto sabem. Na minha leiga e humilde opinião acredito que as pessoas não estejam exercendo sua verdadeira essência. Em todos os sentidos. Profissional, pessoal. As pessoas estão presas dentro delas mesmas. Em casamentos infelizes. Em trabalhos enfadonhos. Agindo contra sua própria natureza. E há o que se fazer? Eu não sou a mais indicada a responder, já que lidero o ranking das concessões em nome dos outros, mas hoje eu estou assim. Meio triste por aceitar. Por me acomodar. Fiquei sabendo que Winehouse se matou. Será que ela se sentia assim? Talvez. Então hoje vou sair prá cantar. Essa é a minha solução.



Escrito por nuriah buendía às 17h03
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FAMÍLIA DE MALUCOS

14.07.11 - 02.30 AM

 Durmo como um bebê - O celular vibra insistentemente.

 Acordo, olho na bina. É da minha casa.

- Alô.

- Mãe? Onde vc está? Vc não vem prá casa?

- Filho, eu estou na cama. Vc me acordou.

- Põ mãe, foi mal. Achei que tivesse fazendo caminhada... tava preocupado.

Esta é a minha família!!



Escrito por nuriah buendía às 08h51
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HOJE EU QUERIA

Caminhar nua pela praia, deixando meu corpo desfrutar do prazer de ser perfeito, sentir a brisa (esqueçe que tá um puta frio) passar por cada poro. Inspirar a maresia, deixar o ar me respirar também. 

E caminhar na beirinha, deixando respingar gotas em minhas coxas, ter a exata sensação de liberdade. Sem pudor, sem referências. 

Hoje, sinceramente, eu só queria isso.

É ridículo? Foda-se!



Escrito por nuriah buendía às 20h45
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CLASSE MÉDIA: FUDIDA E OPRIMIDA

Há tempos tenho sentido um peso sobre a classe social a qual acho que pertenço. Mas hoje, depois de ouvir uma notícia no rádio eu tive a exata sensação de que moro num país que não é sério.

Não será mais permitido o pedido de prisão preventiva para crimes com pena inferior ou igual a 4 anos. Paga-se uma fiança e vaza!!! Agora vai ser a farra do boi. Já sofremos o diabo com roubos, tomamos prejuízo e sofremos violência diária, mas por conta de não ter vaga em penitenciárias, cobra se do miliante e o deixa na rua. 

É desanimador. É triste.  Revoltante. 



Escrito por nuriah buendía às 20h22
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PSIU......

Eu fico quietinha.... 5x0 é foda.



Escrito por nuriah buendía às 20h09
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QUEM NUNCA?

Por mais que tentemos fugir de algumas vezes segregar culturas, hábitos para não parecer regionalistas, existem momentos que isto é impossível.

Desde sempre existiu muita rivalidade entre estados vizinhos como rj e sp, como sei que no nordeste tb há esta distinção, dado que paraíbanos ficam ofendidos ao serem confundidos com baianos e por aí vai...

Porém, apesar de ser pública minha aversão por sp, eu estive pensando por estes dias, que cenas do nosso cotidiano podem parecer um tanto bizarras para brasileiros de outros estados. Então só mesmo vivendo aqui para ter a oportunidade feliz ou infeliz, isto a critério do leitor, para fazer ou ver algumas coisas.

Por exemplo: Quem nunca percebeu que onde há um puta trânsito, logo a frente encontramos um oficial da CET "organizando" o mesmo?

Quem nunca parou para olhar o show de malabarismo que jovens apresentam nos semáforos e assim que abre, segundos depois já esqueceu?

Que saímos de casa pela manhã numa estação do ano e até o final do dia já vivenciamos as quatro?

quem nunca foi na 25 de março ou tenha conseguido sair de lá sem comprar alguma inutilidade?

Que maximiza o efeito de decotes e vestidos curtos somente pela falta de praia?

Quem nunca xingou um moto boy?

Quem nunca precisou de um?

Que vai as festas juninas mais urbanas do planeta? E ainda de camisa xadrez?

Que se considera o povo mais trabalhador do país, só pq algum politico  disse isso em algum lugar prá ganhar a eleição, o carioca se acha o mais esperto, o baiano o mais alegre, o gaucho o mais macho.

Quem nunca ficou 10, 12 hrs tentando sair da cidade numa véspera de feriado?

Eu poderia listar tantas mais (eu adoro uma listinha ...), porém, eu queria é mesmo conhecer algumas bizarrices de outros estados... Acho muito interessante esta questão cultural forte que o brasileiro tem, gostaria de me aprofundar no tema, conhecer as origens. Quem sabe, quando eu estiver mais velhinha e com mais tempo né meu!!! hahahahahah

Bom final de semana.

 

 

 



Escrito por nuriah buendía às 17h48
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OLHA O POMBO!!!

Mulher (eu) numa agência de automóveis:

- Bom dia!

- Bom dia! (nossa, não podia ter dado maior sorte hoje) pensa o vendedor.

- Então, estou interessada naquele carro. Me fale dele, que ano é? Fabricação ou modelo? (Fingindo que entendo). Observo a lataria, como se pudesse detectar alguma paulada. Pergunto a kilometragem. 

- Olhe só,  está baixa (otária, ele pensa). Único dono. 

PORRA LÓGICO! NUNCA VI UM CARRO TER DOIS DONOS. É UM POR VEZ NÉ LINDÃO! Eu tb era a única dona do meu, agora é o ladrão.

- Quer ligá-lo? 

Vontade de responder: - não imbecil, se o motor estiver batendo eu vou achar que o escapamento é irado. Mas como sou um poço de educação, respondo que sim. 

- E então o que achou?

- Eu não achei nada, faz barulho de motor normal. E a suspensão? ( nossa, desta vez eu me superei). Carro parado e eu perguntando de suspensão. Ele me olhou com o seguinte pensamento. Minha filha, compra logo esta merda e vai pra casa fazer feijão. 

- Quer dar uma volta?

- E se eu for assaltada? Estou em trauma, melhor não.

E assim saio da agência, única dona de um popular,  com aquela sensação de que o ditado de que,  todos os dias acorda um esperto e um trouxa e qd eles se encontram dá negócio,  é mais do que verdadeiro.



Escrito por nuriah buendía às 23h01
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REINICIAR OU DESLIGAR?

Lógico que reiniciei. Minha máquina deu tilt e ficou bichada até ontem. Fiz exatamente como qd trava meu pc. Reiniciei. É cedo pra desligar. 

Descobri que sou um bicho chato e teimoso. Eu não vou permanecer no estágio postado há alguns dias. Acordei virada no capeta e crítica como nunca. 

Já começei com o espelho de manhã. Não é que esse teu cabelinho de homem fica um charme prá vc? humm 01 ponto.

Minha gata olhou prá mim logo cedo e rosnou. Eita , tá louca? Fiz um rango, café, banho, levante molecada, tudo correndo. Crias na escola, rádio sintonizada. Nova Brasil FM. Eu preciso parar com essa mania de gente antiga de fazer sempre as mesmas coisas. Tudo bem eu adoro mpb, mas essa rádio devia mudar para Velha Brasil FM. Desculpe, com todo respeito, mas lulu santos e guilherme arantes ninguém aguenta mais. É uma apelação. 

A caminho do trabalho, observo o céu, desvio o olhar do trânsito, motoristas estressados, neuróticos, filhos da puta.. epa, calminha. Dia frio e bonito. Lindo. Prá mim, lógico. Organizo meus pensamentos tentando pontuar o que farei ao chegar no escritório. Desligo a merda da rádio que não para de tocar rita lee, pepeu gomes e dalton. Ponho umas gregorianas prá relaxar. 

Penso nas pessoas que estão voltando a minha vida este ano. É uma boa sensação. Quando achei que nunca mais teria notícias, de repente aparecem, mandam sinais de fumaça e reclamam saudade. 

Mas enfim, estou querendo voltar também. Poxa, mas srs ladrões parem de me roubar pq eu ando com tanto amor que eu poderia abastecer  a fábrica da sazon por um ano!

Nossa.... que piadinha medíocre. 

 



Escrito por nuriah buendía às 22h39
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SIM, EU FUUUII!!!!!!!!!!!!!

ASSALTADA DE NOVO!!!!

Sinceramente eu desisto. Tudo bem, recomeçar é minha maior e mais desenvolvida virtude, ma peraí que putaria é essa??

Desta vez entraram em minha casa. Não tem mais prá onde correr. Cadeado, segurança, defesa pessoal, sangue frio, sem contar as secundárias como dar dez voltas no entorno da residência antes de entrar, andar com um apito no bolso (todos os vizinhos combinaram assim). Já houveram 04 assaltos em um mês e ninguém usou a porra do apito. Eu to de saco tão cheio, que minha vontade é virar ermitã. 

Infelizmente terei que morar mesmo em uma gaiola, decisão que venho adiando há anos. Dentre tantos sonhos de consumo, os mais óbvios possíveis, acho que estou desenvolvendo um... Gostaria de parar de sentir medo e sentir somente paz. Não há cachaça que acalente tanta pressão. Nem dinheiro que pague, nem amigo que resolva. 

E então... é sexta feira.

 



Escrito por nuriah buendía às 19h48
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BELA VISTA, Mulher, de 36 a 45 anos


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